Proposta nasceu de reunião com a Prefeitura de Varginha e prevê análise técnica para o tráfego na região do Automóvel Clube;
A Associação Varginhense de Engenheiros e Agrônomos (AVEA) foi contemplada no Edital de Fomento 2026 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para avançar em um estudo técnico voltado à mobilidade urbana em Varginha. A proposta tem como foco a região da rotatória em frente ao Automóvel Clube, ponto de grande fluxo e de impacto direto no deslocamento diário da cidade.

A aprovação foi confirmada em 29 de abril, durante a sessão plenária 1744 do Confea, em Brasília. Ao todo, o Conselho aprovou 107 propostas de entidades de classe de todo o país. Cada projeto pôde concorrer a valores de até R$ 100 mil, conforme a proposta aprovada, dentro do edital lançado em janeiro e com inscrições encerradas em 24 de fevereiro.
A proposta da AVEA foi construída a partir de uma reunião realizada com a Prefeitura de Varginha, a Inspetoria do Crea-MG e representantes da associação. Participaram do encontro o presidente da AVEA, Jorge Francisco Rodrigues; o presidente do Conselho de Ética da AVEA e inspetor do Crea-MG na região de Varginha, Adilson Amaro da Silva; a diretora de Comunicação da AVEA, Paula Reis Chaves Ribeiro Cincoetti; o 1º Tesoureiro da AVEA, Thiago Cornélio da Fonseca; o prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci; e o secretário municipal de Planejamento, Ronaldo Lima Júnior.

Na reunião, a demanda considerada prioritária foi a elaboração de um estudo técnico para melhorar a organização do tráfego no entorno do Automóvel Clube. A área concentra fluxo intenso de veículos e exige análise de engenharia antes da definição de qualquer solução. O estudo poderá avaliar alternativas como adequações viárias, reorganização geométrica, semáforo inteligente, viaduto ou outras intervenções, mas nenhuma solução está definida previamente.
O edital do Confea foi criado para apoiar projetos de entidades de classe voltados a soluções para desafios das cidades, estímulo ao mercado de trabalho e fortalecimento da atuação profissional no âmbito do Sistema Confea/Crea. Puderam participar entidades de classe com registro regional homologado pelo Confea, entidades nacionais credenciadas no Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) e entidades reconhecidas como precursoras pelo Conselho, desde que estivessem com cadastro ativo no Cadastro Nacional de Entidades de Classe.
As propostas precisaram se enquadrar em pelo menos um dos eixos previstos no edital: cidades inteligentes e planejamento urbano sustentável; eficiência energética e energias renováveis; inovação no agronegócio e gestão ambiental; infraestrutura, mobilidade e acessibilidade; segurança hídrica, saneamento e uso do solo; e fortalecimento da engenharia pública local. No caso da AVEA, o projeto dialoga diretamente com o eixo de infraestrutura, mobilidade e acessibilidade.
A conquista é relevante porque permite transformar uma demanda urbana concreta em estudo técnico estruturado. Em vez de partir diretamente para uma obra ou intervenção isolada, o processo prevê diagnóstico, análise de alternativas e fundamentação profissional para orientar decisões futuras do poder público.
Com a aprovação no edital, a AVEA passa agora à etapa de formalização dos trâmites previstos pelo Confea para execução do projeto. Para Varginha, a contemplação representa a possibilidade de levar engenharia aplicada a um dos pontos mais sensíveis da mobilidade urbana local, com base técnica, planejamento e participação institucional.